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Escola quer formar nova geração de criativos

04/07/2016

 

O mundo globalizado está de fato diminuindo as fronteiras do conhecimento. A partir de agosto, alunos que desejarem fazer graduação em uma universidade estrangeira, poderão fazê-lo aqui mesmo, em São Paulo, mais precisamente no bairro da Vila Madalena.  É que começará a funcionar nesta região a Escola Britânica de Artes Criativas (Ebac), a primeira do país a oferecer um diploma válido automaticamente nos Estados Unidos e na Europa por conta de sua parceria com a Universidade de Hertfordshire, de Londres, referência em disciplinas da indústria criativa.
 

Inicialmente, a instituição oferecerá cursos livres e técnicos, com duração de até dois anos. Os de graduação começam somente em 2017.  Todos eles devem atrair um sem número de alunos de todas as idades, interessados em formar-se ou especializar-se em áreas como design gráfico, ilustração, cinema, direção de arte digital, "motion and broadcast design", além de outros inéditos no Brasil, como visualização de projetos de arquitetura e desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis.
 

É claro que os cursos serão integralmente em inglês, o que significa que o aluno deverá apresentar um nível avançado de proficiência no idioma, um importante diferencial para alunos que já estudam em escolas brasileiras com ensino americano.  Segundo Maurício Tortosa, diretor-presidente da Ebac, as mensalidades no nível de graduação ficarão entre R$ 3.600 e R$ 4.000, e 20% das vagas serão destinadas a bolsas integrais para alunos da rede pública.
 

A escola já surge pelas mãos de investidores criativos, que investiram cerca de R$ 10 milhões. Dois deles são apaixonados por educação e artes: do Brasil, participa Rafael Steinhauser, presidente para América Latina da Qualcomm, que também é ator profissional; da Rússia, Alexander Avramov, do Moscow Consortium, dono de uma rede de escolas inovadoras do país, cofundador da Escola Britânica de Arte e Design, da Escola de Arquitetura de Moscou e da Escola de Cinema de Moscou.  E, da Suíça, o banqueiro de investimento Michael Bornhäusser, diretor do Sallfort Privatbank.
 

Para Steinhauser, os profissionais formados pela Ebac serão vitais para vários setores como o design, publicidade, cinema, televisão, internet e computação gráfica.  "Na indústria da telefonia móvel eles poderão atuar tanto no desenho de aplicativos quanto na internet das coisas, que transforma os objetos que orbitam em torno das nossas vidas de forma fundamental."
 

A Universidade de Hertfordshire é uma das líderes de empregabilidade no Reino Unido, e já recebeu o prêmio do "Times Higher Education" de "Universidade Empreendedora do Ano".  "Mais de 95% dos alunos entram no mercado de trabalho em até seis meses após o curso", diz Tortosa.
 

Embora proporcione o diploma reconhecido internacionalmente, o objetivo da escola é fixar os jovens no Brasil.  Apenas em 2015, ele informa, 5.600 jovens brasileiros deixaram o país para estudar no Reino Unido.  Muitos deles não retornarão.  "Precisamos desesperadamente de mão de obra qualificada e criativa, de um ensino de qualidade mundial para levar o Brasil a um estágio de desenvolvimento mais avançado."
 

Outro ponto em destaque é a interação constante com empresas como Adobe, Apple, Facebook, Google, Dell, Cisco, Microsoft, Dentsu Aegis Group, para promover um conteúdo alinhado com as necessidades reais do mercado.
 

 O LAB, como foi apelidado o prédio situado na rua Mourato Coelho, onde será a sede da escola, é assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld.  A construção é eco-amigável e tem laboratórios equipados com cabeamento e iluminação especiais, para evitar que futuros grandes projetos sejam prejudicados por questões estruturais.
 

Fonte: http://www.eletivafis.com.br/
 

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