Escola de negócios na França busca multiculturalismo e integração


O multiculturalismo, adotado no Programa Internacional da Keystone, parece que veio mesmo pra ficar. Exemplos não faltam. Uma escola francesa, a Rennes School of Business, possui 50% dos alunos e 85% dos professores oriundos de outros países.

A diversidade de rostos, línguas e expressões que coexistem pelos corredores da ESC Rennes School of Business, instituição francesa de Ensino Superior localizada em Rennes, capital da região da Bretanha, é o primeiro sinal de que estamos diante de um perfil diferente de escola. Em tempos em que a França vive um agravamento da xenofobia, o vislumbre de um espaço que não só tolera, mas também estimula, o multiculturalismo aparece como um oásis.

Criada em 1990 pela Câmara do Comércio da França, a instituição considerada uma das 10 melhores escolas de negócios do país, orgulha-se do caráter internacional que assumiu desde sua fundação. Cerca de 50% de seus 4.048 estudantes são de fora da França, somando mais de 70 nacionalidades. Entre os professores, o quadro não é diferente: 85% deles são estrangeiros, congregando mais de 30 nacionalidades que vão de alemães, suecos e italianos a australianos e paquistaneses.

No total, são 175 acordos internacionais com escolas de negócios de países como China, Marrocos, Rússia, Índia e outros territórios da Europa. No Brasil, há convênio com três instituições para programas de mestrado: Insper de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e FGV do Rio de Janeiro, com a qual também tem parceria para o programa de DBA (Database Administrator).

Por trás da ênfase na internacionalização, está a ideia de que os problemas sociais e econômicos da França e do resto do mundo não podem ser resolvidos por universidades egocêntricas. Em outras palavras, em uma comunidade cada vez mais globalizada, o contato constante com outras culturas, pensamentos e perspectivas aparece como o único caminho para solucionar desafios que assumem dimensões cosmopolitas. Para o reitor da escola, mais do que oferecer conhecimento técnico, é preciso estimular a integração cultural.

O reitor da escola também analisa como lacunar o cenário de mobilidade acadêmica ofertado pelo Brasil hoje. “Meu conselho para as universidades brasileiras que visam se internacionalizar é recrutar professores de outras partes do mundo e aumentar o número de aulas ou cursos ministrados em inglês”, aconselha.

Fonte: Carta Educação

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